domingo, 3 de janeiro de 2016

Whisper

Nos últimos tempos sinto-me cansada cansada e cansada, é um misto de vontade entre o hibernar e o hibernar.

Não sei se será o trabalho e a rotina diária que me chateia devagarinho ou se será a falta que sinto em me identificar com as coisas e as pessoas.

Sempre me senti um pouco outsider no que diz respeito a gostos vontades e feitios mas desde que fui mãe parece que perdi os pequenos réstios de identificação com quem quer que seja.




quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O Tempo Nao Para





Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo para olhar para ti.



A vida é tão engraçada, quando finalmente encontro um trabalho capaz de me preencher a alma, o coração fica dividido entre a realização pessoal e o "sorriso perdido".



Porque hoje estou assim....

domingo, 9 de agosto de 2015

A Winter´s tale

Há algo de reconfortante na voz do Freddie Mercury, é como se de alguma forma nos dias em que ando perdida por breves minutos encontra-se novamente a minha identidade.

Talvez seja um processo natural, vamos sempre continuar a vermo-nos como pessoas novas cheias de sonhos e com zero responsabilidades. (Isto não é discurso de trintona deprimida que acha que está velha).

Talvez aos 60 continuarei a encontrar conforto nas músicas que me marcaram enquanto procurava por mim. Estranho não é??

Hoje estou assim, perdida… desde que fui mãe todos os dias passaram a ser desafios, e  existem dias em que estes são grandes outros em que são pequenos… mas todos eles são desafios.

O meu único medo deixou de ser apenas andar de avião….passei a ter medo de perder tudo aquilo com que sempre sonhei e o universo me ofereceu, passei a ter medo de morrer e deixar o Francisco no mundo, passei a ter medo de não ter dinheiro, passei a ter medo de muitas outras coisas… mas o medo que mais me inquieta é o medo diário de falhar nas pequenas coisas, parece que de repente não me sinto “boa” o suficiente é uma luta constante com o meu EU interior. 

É um sentimento difícil de gerir, nunca me considerei uma mulher insegura e de repente…. Chanaammm olha tantas inseguranças alguém quer alguma??


Felizmente existe o Google para me ajudar a perceber que tal como eu existe um número infinito de mulheres a sentir exactamente aquilo que eu sinto.


http://www.dicasdemulher.com.br/os-medos-mais-comuns-de-maes-de-primeira-viagem/



domingo, 26 de julho de 2015

Style

Esta rapariga tem muito Style.


Gosto mais da pinta que propriamente do reportório, mas quando encontro uma música que gosto é non stop.


Hoje estou com esta.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Whisper...

Hoje por entre o pouco trabalho típico de um feriado que não me presenteou, lembrei-me de ti, sim de ti de ti que durante noites e tardes me ouviste e acompanhaste nas alegrias e tristezas nos amores e desamores, nas rectas e nas curvas… Tu BLOGSPOT .
Prestes a fazer uma ano que não te via, não te falava, não te sentia nem cheirava, senti a tua falta, falta do meu companheirismo e amizade de longa data.
Na verdade foste “permutado” por um marido e por um filhote que me absorvem as horas os minutos e segundos de cada dia.

Tudo aquilo que dizem sobre a maternidade confirma-se, a nossa vida passa subitamente para segundo plano e damos prioridade a um ser tão pequeno mas imensamente grande na sua capacidade de metamorfosear tudo aquilo que conhecemos.

Hoje sou e continuo a ser a mesma (nisso não concordo com os outros quando dizem que mudamos depois de passar pela maternidade, continuo a ser a Filipa que sente da mesma maneira e pensa como sempre pensou) ganhei a melhor prenda do mundo e com isso renunciei um pouco do tempo que era meu.

Nesta coisa da maternidade ninguém assume que nos primeiros tempos vamos andar perdidas, vamos desejar ter um mapa que não existe, vamos rir mas também vamos chorar, vamos querer estar presentes mas também vamos querer fugir.

Contudo com o tempo reaprendemos a organizar a nossa vida, o nosso tempo as nossas prioridades, eu ainda estou a viver essa aprendizagem e a tentar abraçar ao máximo todos os “lados” do meu eu, todos os dias desejo que o dia fosse maior para poder mostrar, partilhar falar com todos aqueles que nestes últimos meses tem pacientemente sentido a minha ausência de mãe de primeira viajem.


E por isso hoje lembrei-me de ti…

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Always

A melhor droga do mundo são os filhos

Brilhantemente escrito, tinha de partilhar.
Por Sofia Anjos
- Olá, o meu nome é Sofia e há 14 meses que sou viciada na minha filha. Há 24 horas que não mostro uma fotografia dela a ninguém.
Estou numa fase tramada do vício mas tenho esperança de recuperar e vir a ser uma mãe normal. Se me perguntarem, nego. “Eu, filho-dependente?! Ora essa, tenho tudo sob controlo. Querem ver uma fotografia da Laura? Ou talvez um vídeo dela a comer uma bolacha?”
Antes de ter filhos, toda a gente me avisou: “Pensa bem… Olha que depois de experimentares é para toda a vida”. Felizmente, não sou a única adicta neste grupo de Filho-Dependentes Anónimos. Há muitos pais viciados nos filhos. Porque a parentalidade pode causar dependência. Mães e pais incluídos que, de um dia para o outro, quando dão por si, estão agarrados aos filhos. Basta uma dose e já não conseguem largar. Porque quem experimenta, quer mais. E fica lá.
A melhor droga do mundo são os filhos. Posso dizê-lo porque não resisti e experimentei. Comigo a coisa passou-se assim: à minha volta andava tudo a dar nos filhos. Contavam maravilhas, diziam que era uma “curte”. Uma noite, arrisquei. Foi bom mas só senti o efeito nove meses mais tarde.
Foi como recém-mamã que a dependência tomou conta de mim. Culpa também da Natureza, que me aliciou com muitas hormonas protetoras e cheias de prazer. De borla.
Assim que dei à luz tive uma sensação de euforia, induzida pela oxitocina e pela dopamina - responsáveis por, fisicamente, despoletarem o meu primeiro nirvana maternal. QUE CENA.
Com a Laura finalmente nos braços, inspirei profundamente. O seu cheirinho a bebé activou novamente o meu cérebro que, em jeito de “Parabéns, Mamã!”, não perdeu tempo a presentear-me com mais uma dose da gulosa oxitocina. Seguiu-se uma reação química que instalou a ansiedade pelo bebé. E aqui começou esta relação de co-dependência. Que prevejo crónica.
A mente maternal fez o resto. Não resisto a abraçá-la, dar-lhe colo, embalá-la. A controlar cada grama de crescimento. O vício entranha-se no pensamento mais que nos braços. E dou comigo mais alerta que nunca, os meus sentidos perfeitos: ouço um gemido a 100 metros de distância e nenhum grão de pó me escapa ao olhar.
Cada sorriso que a minha filha me devolve é uma moca maravilhosa. Fico inebriada, são segundos intensos em que me sinto a melhor-mãe-do-mundo. Por isso, todos os dias consumo em busca de outro sorriso, um gatinhar, uma nova palavra. A miúda começou por dizer “cão”. Mas quando calhou dizer “Mamã” fiquei tão compensada que tive uma ligeira quebra de tensão. E fui beber um copo de água. Nessa noite, quando me deitei, compreendi a famosa frase de que “Ser mãe é padecer no paraíso”; fez todo o sentido por alguns segundos. Oh, it was just a perfect day!
Claro que a maioria dos pais tem um grau de dependência dos filhos moderado, ou seja, socialmente aceite. Hei-de ser assim, mas não agora. Quero curtir um bocadinho mais; só mais uma vez; a última, talvez.
Porque não quero ser como aqueles pais que não se controlam e vivem em função do que os meninos pedem. Comportam-se como autênticos junkies. Arranjam forma de falar dos filhos a propósito de qualquer assunto. Têm a sua fotografia na carteira, desktop do computador, ecrã do telemóvel, colada no frigorífico. E pendurada na parede, por cima da cama, a substituir o Jesus na cruz. Ajoelham e rezam ao menino, mas neste caso, ao deles. Porque em casa de pais viciados, não basta ter a criança ao vivo: tem de ser omnipresente.
Não acredito em pessoas que não têm vícios, aliás, não conheço nenhuma. Todos temos um víciozinho de estimação. Penso que encontrei o meu. A minha filha é a minha heroína. E é só o que quero a correr-me nas veias.